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Tomar distância para desconhecer melhor

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Carta ao pai  (2015), de Élida Tessler Para desgosto de meus pais, quando criança eu adorava desmontar objetos, sendo a caixa de ferramentas um dos meus brinquedos favoritos. Dos carrinhos de plástico aos rádios de pilha, do sifão do lavabo à base do liquidificador, tudo se reduzia às suas menores peças. Eu também misturava produtos de limpeza e às vezes ateava fogo numa coisa ou outra para ver o que acontecia. Tinha um profundo interesse pela estrutura desses objetos, aliado à curiosidade de saber como se transformariam quando submetidos a condições inusitadas. Hoje sei que fiz isso tudo movido também por outra vontade: a de estranhar aqueles objetos que me eram tão banais, dispostos no meu dia a dia como se estivessem ali desde sempre e para sempre. Desparafusando tampas, removendo fios, forçando lacres e depois remontando tudo numa nova composição disfuncional. Certa vez, logo que saímos de uma exposição de Mira Schendel no MAM-SP, pedi aos estudantes de graduação que eu acompan...

Um memorial dedicado à história de cada vítima do coronavírus no Brasil

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A memória das pessoas tende a se apagar entre os números da tragédia, as políticas públicas, as linhas da história. O projeto Inumeráveis , realizado pelo artista Edson Pavoni em colaboração com Rogério Oliveira, Rogério Zé, Alana Rizzo, Guilherme Bullejos, Gabriela Veiga, Giovana Madalosso, Rayane Urani e Jonathan Querubina, além de jornalistas e voluntários, mantém um memorial online para honrar cada uma das vítimas da doença no Brasil. Se você perdeu um familiar ou pessoa próxima, pode escrever uma história ou responder o questionário para que um jornalista escreva a homenagem. Conheça os detalhes no site www.inumeraveis.com.br

Ver apesar de tudo

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O seguinte artigo de Eduardo A. A. Almeida foi publicado originalmente no jornal Correio Popular. Na sequência, Gisele D. Asanuma lê um capítulo do livro "Assim foi Auschwitz". Já li uma porção de coisas sobre o holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial, ou Shoah, em hebraico. Não porque sou aficionado pelo assunto, mas porque qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade e interesse histórico naturalmente se depara com livros, filmes, notícias, obras de arte, exposições, que de alguma maneira mantêm vivo aquele acontecimento. Há pouco li Cascas , misto de relato poético e ensaio produzido pelo filósofo e historiador da arte francês Georges Didi-Huberman após sua visita aos campos de Birkenau, hoje parte do museu de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, onde colheu fotografias, impressões – de início intuitivas – e cascas de bétulas. Essas árvores são as poucas testemunhas remanescentes do genocídio perpetrado pelos nazistas naquele empreendimento sociopolítico que perseguiu jude...

E-books gratuitos para a #quarentenaliterária

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Por que a Lua brilha , de Eduardo A. A. Almeida, pode ser baixado gratuitamente até o próximo sábado, 11 de abril. Basta clicar aqui e acessar o site da Amazon. O autor também participa da 10ª coletânea do Núcleo de Dramaturgia do SESI - British Council . São ao todo 12 peças de escritores brasileiros contemporâneos, publicadas em dois volumes.  Basta clicar e baixar os e-books:  Volume 1 e Volume 2 Baixe agora mesmo e ajude a espalhar a notícia da  #quarentenaliterária . Boa leitura!

#pandemiacritica em alto e bom tom

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A n-1 edições está disponibilizando em seu site  a coletânea de textos #pandemiacritica . A ideia é fazer circularem pensamentos surgidos no calor dos acontecimentos da pandemia de Covid-19. "Trata-se de explorar, ainda que intuitivamente, como esse evento mundial nos chega, perturba, atordoa, chacoalha, e talvez também abra brechas. Alguns dizem que depois disso nada será como antes. Numa era que parecia ter esgotado sua imaginação política, quiçá só uma pancada virótica seja capaz de nos despertar." Gisele Asanuma leu em voz alta cada um desses textos, que você pode ouvir clicando nos links a seguir: 103.  Espectros da catástrofe , de Peter Pál Pelbart.   102.  Estamos entrando na era da extinção , de Franco "Bifo" Berardi.   101.  Nossa humanidade , de João Perci Schiavon.   100.  Neoviralismo , de Jean-Luc Nancy.   99.  Um discurso de formatura com a mão esquerda , de Ursula K. Le Guin.   98. ...

Defesa pública da tese de doutorado "Criação à deriva" - adiada!

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É com alegria que a Isabela Umbuzeiro Valent convida todxs para a defesa pública de sua tese de doutorado Criação à deriva: políticas do cuidado em coletivos in comuns , desenvolvida sob orientação da professora Dra. Eliane Dias de Castro. A pesquisa foi desenvolvida no Programa Interunidades de Pós-graduação em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA/USP) e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Quando? Sexta-feira, 20/03/20, às 14h Devido às estratégias de proteção da pandemia covid19 a defesa foi suspensa. Em breve, nova data será divulgada. Onde? Auditório do Espaço das Artes da Cidade Universitária Rua da Praça do Relógio, 160, USP Butantã. Acompanhe os detalhes no evento do Facebook . Resumo da tese: esta pesquisa discute os desafios para instauração dos direitos sociais no Brasil após a Constituição de 1988, refletindo sobre as formas como se deram as políticas culturais e de saúde no período, ...

Coletivos exploram fronteira entre saúde mental, cidadania e identidade

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Por Hugo Vaz. Publicado originalmente em AUN – Agência Universitária de Notícias . Há mais de 25 anos, diferentes coletivos artísticos e culturais na cidade de São Paulo têm experimentado a criação de comunidades totalmente inclusivas, acolhendo pessoas com diferentes diagnósticos de saúde mental, vulnerabilidade social e deficiências. O princípio é o mais fundamental possível: todos são aceitos; todos são bem-vindos. Mas se por um lado essa identidade plural desafia a lógica mercadológica e governamental de categorização desses grupos, criando um ambiente de alento, provocação e estímulo, ela também dificulta o acesso dessas populações às políticas culturais e de cidadania. “É o que vários autores têm chamado de 'comum', um espaço [público] que está para além do que o Estado e o governo conseguem abarcar e também não está no âmbito do privado”. Quem explica é a pesquisadora Isabela Valent, do Laboratório Arte Corpo e Terapia Ocupacional (Pacto), da Faculdade de Medicina da...